Índice Ibovespa atinge novos patamares e fecha semana com alta histórica

Bolsa brasileira registra maior crescimento semanal desde abril de 2020; dólar mantém-se abaixo de 5,30 reais.

24/01/2026 às 10:27
Por: Redação

Em um clima de intensa animação nos mercados, o índice Ibovespa avançou e se aproximou dos 179 mil pontos, marcando um novo recorde nesta sexta-feira (23). Este desempenho garantiu a melhor semana desde abril de 2020. Paralelamente, o dólar se manteve estável, ficando abaixo dos 5,30 reais.

 

No fechamento do dia, o Ibovespa, índice da B3, alcançou 178.858 pontos, um aumento de 1,86%. Durante o pregão, chegou a subir 2,38%, ultrapassando 180 mil pontos perto das 17h31. Contudo, próximo ao encerramento, houve uma desaceleração devido à realização de lucros, quando investidores venderam ações para capitalizar ganhos recentes.

 

A semana também foi marcada pelo quarto recorde consecutivo, com a bolsa somando uma alta de 8,53%, o maior incremento desde a semana finalizada no dia 9 de abril de 2020, quando houve um crescimento de 11,71%. Naquela época, o mercado de ações se recuperou de quedas acentuadas provocadas pelo início da pandemia de covid-19.

 

No mercado cambial, o entusiasmo não foi o mesmo. O dólar comercial encerrou a semana cotado a 5,287 reais, registrando uma leve alta de 0,05% na sexta-feira. A moeda chegou a atingir 5,30 reais pela manhã, à medida que investidores aproveitavam a cotação mais baixa para aquisições. No entanto, estabilizou-se novamente com a entrada de capitais de fora.

 

Ao longo da semana, a moeda americana caiu 1,61% e, no acumulado de 2026, já apresenta uma redução de 3,68%. A cotação atual é uma das mais baixas desde a primeira quinzena de novembro.

 

O cenário internacional mostra uma saída de capital dos Estados Unidos, movimento que tem favorecido países em desenvolvimento, como o Brasil. Até o dia 21 de janeiro, a B3 registrou uma entrada líquida de 12,35 bilhões de reais, quase metade do saldo positivo de 25,5 bilhões de reais visto em 2025.

 

Os juros elevados no Brasil são um fator de atração para capitais externos, aproveitando-se das grandes disparidades de taxas quando comparadas a economias desenvolvidas. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá deliberar sobre a Taxa Selic, que atualmente é de 15% ao ano, a mais alta em quase duas décadas.

 

Informações adicionais: Reuters.

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